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Fuga de gás e responsabilidade individual

São 04:18. Cheguei a casa por volta das 02:00. Ao passar pelo rés-do-chão noto um cheiro intenso a gás. Subo ao meu piso, o 1º andar. Telefono para a Linha EDP Emergência (fuga de gás) 800215215. Informam que em meia hora iria estar um técnico no meu prédio.

Chega o técnico. Logo ao entrar e antes de ligar o detector confirma o cheiro a gás. Diz que pelo cheiro é gás butano. Não é gás natural. Verifica com o detector todas as condutas de gás natural do prédio desde o 4º andar ao rés-do-chão. Não é detectado gás.

No corredor do rés-do-chão também não é detectado gás apesar do detector ser para os três tipos de gás, butano, propano e natural. Tenta também a detecção de gás junto à fechadura das portas dos cinco apartamentos. Também não é detectado gás. Pergunto porque é que, havendo cheiro a gás que o técnico confirma, o detector não detecta o gás. Diz-me que está abaixo do limite de inflamabilidade. Só espero que o detector não seja um daqueles que ao ser ligado tem de ser calibrado em ar não contaminado com gás.

O cheiro é intenso. O técnico diz que deverá ser gás butano de uma botija de gás de algum aquecedor a gás dentro de um apartamento. Pergunto o que devo fazer. Talvez seja melhor acordar os vizinhos. Opto por tocar às campainhas, apesar da maior parte deles não me conhecerem. Começo pelo meu vizinho de baixo. Ao fim de muita insistência vem à porta. Apresento-me e explico a situação. Pergunto se sente o cheiro a gás. Diz que não. Digo-lhe para vir ao corredor. Dá um passo à frente e nota o cheiro intenso. Pergunto o que acha que devo fazer.

Toco a mais duas campainhas. Não respondem apesar da insistência. Nas restantes duas da outra ponta do corredor não cheira a gás. O técnico confirma. Opto por não acordar os vizinhos. Como a fuga não tem a ver com o gás natural o técnico diz que não é responsabilidade dele e vai embora. Abro a porta do prédio para permitir a saída do gás e volto para casa.

Pergunto-me o que mais poderei fazer. Opto então por telefonar para os bombeiros. Começo pelos Bombeiros Voluntários de Pedrouços a pedir opinião sobre o que devo fazer ou se os bombeiros podem fazer alguma coisa. Dizem que provavelmente eles não podem fazer nada mas dão-me o número de telefone dos Bombeiros Voluntários de Moreira.

Telefono então para os Bombeiros Voluntários de Moreira. Atende-me um senhora com uma voz simpática e explico novamente toda a situação. A senhora fala com o chefe. Diz-me que não poderão em princípio fazer nada. Explico que o cheiro é intenso. O técnico confirmou o cheiro. O meu vizinho também. Digo que só quero que não sobre para mim.

Se houver uma explosão não quero que me acusem de não ter feito o que deveria fazer. Só quero fazer o que puder para evitar um potencial acidente. Afinal de contas o cheiro era intenso. Perante a minha insistência informa-me que vai enviar bombeiros. Advirto para não se admirarem se já não cheirar a gás. A porta está aberta e já teve tempo de arejar. Digo também que é melhor chamar a Polícia tendo em conta a falta de resposta dos dois vizinhos. Digo que eu próprio farei a chamada. Informa-me então a senhora que ela contactará a Polícia. Confirmo que já não preciso de ser eu a telefonar.

Por volta das 04:30 telefona-me a senhora dos bombeiros. Pergunta-me se posso descer. Estão lá os bombeiros. Vou lá baixo. Um dos vizinhos que não tinha respondido está a conversar com os bombeiros. Não cheira a gás. Advirto novamente que é normal que já não cheire a gás. A porta do prédio que tinha deixado aberta mantém-se aberta. O vizinho regressa a casa. Os bombeiros dizem que nada podem fazer. Vão embora. Mantenho a porta do prédio aberta. Não sei que mais posso fazer. Não sei qual foi a resposta da Polícia. Regresso a casa.

Capotamento Volvo V40

Capotamento de um Volvo V40 com uma equipa de reportagem de TV de regresso a Varsóvia (Polónia) na estrada 801 perto de Dziecinów. Viajavam a 100 km/h quando um Seat Ibiza verde entrou na faixa de rodagem em que seguiam. Para evitarem uma colisão mudaram para a faixa contrária. Para evitarem nova colisão com outro veículo que seguia no sentido contrário regressaram à faixa inicial o que resultou em despiste e capotamento.

Este vídeo permite perceber bem a importância do cinto de segurança. Sem cinto de segurança este condutor não teria certamente saído ileso. É consensual e toda a gente usa cinto à frente. Mas o mesmo é válido para o ocupante do banco de trás que se vê no início e no fim do vídeo. Reparem como tira o cinto de segurança aos 0:56 segundos do vídeo. Sem cinto o resultado não tinha certamente sido o mesmo.