Concurso de Ingresso no Ano Comum 2014

Segundo a lista de definitiva de candidatos Admitidos / Excluídos ao Concurso de Ingresso no Ano Comum 2014 publicada no site da ACSS, foram admitidos 1784 candidatos.

ACSS Lista definitiva de candidatos ano comum 2014 gráfico

Foram assim admitidos 93% dos candidatos.

ACSS Lista definitiva de candidatos ano comum 2014 tabela

ACSS: Lista definitiva de candidatos ano comum 2014

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por Hugo Cadavez Publicado em Saúde Com as etiquetas

Patrocínios da Indústria Farmacêutica

O regime jurídico dos medicamentos para uso humano (Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de agosto), estabelece nos n.ºs 5 e 6 do Artigo 159.º que as entidades abrangidas pelo mesmo devem proceder à comunicação, no prazo de 30 dias, de todo e qualquer tipo de patrocínio concedido ou recebido.

Com o objetivo de implementar as ferramentas necessárias ao cumprimento das obrigações previstas naqueles preceitos, o INFARMED, I.P. desenvolveu uma Plataforma que disponibiliza publicamente, de modo imediato e automático, uma listagem resultante destas comunicações.

Comunicações ao Infarmed 2013/10/20

No entanto a transparência desta plataforma fica limitada pela impossibilidade de pesquisa pelo que fica aqui um ficheiro Excel com todos patrocínios concedidos ou recebidos declarados pelas entidades contribuintes e recetoras, respetivamente, desde a entrada em vigor daquele artigo, a 15 de fevereiro de 2013, até 20 de outubro de 2013.

Top 5 Entidades Contribuintes em quantia:
– Laboratórios Pfizer, LDA 984.417,62 €
– Merck Sharp & Dohme, Lda. 688.864,72 €
– Bayer Portugal, S.A. 623.521,69 €
– Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos SA 616.505,00 €
– Boehringer Ingelheim, Lda. 596.573,30 €

Top 5 Entidades Recetoras em quantia:
– Sociedade Portuguesa de Cardiologia 1.206.163,44 €
– Associação para Promoção da Investigação da Faculdade de Ciências Médicas 336.912,08 €
– Sociedade Portuguesa de Reumatologia 335.100,00 €
– Sociedade Portuguesa de Pediatria 216.602,10 €
– Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto 216.185,60 €

Total de contribuições declaradas pelas entidades contribuintes (2398 comunicações): 10.122.797,79 €
Total de aceitações declaradas pelas entidades recetoras (4747 comunicações): 8.579.810,53 €

Ficheiro Excel: Comunicações ao Infarmed

A manipulação dos fumadores pela indústria e governos

Vale a pena ver pelo menos o sumário executivo deste relatório, já de 2000, produzido pela Philip Morris para o governo da República Checa de forma a provar o efeito positivo do tabagismo nas finanças públicas, assumindo claramente a morte precoce dos fumadores. O assunto foi amplamente noticiado na altura, como se pode ver no The New York Times, The Telegraph, CNNThe Guardian, USA Today ou BBC News.

Philip Morris Manufacturing Facility

Os cidadãos são assim manipulados pela indústria e pelos governos. Os seus comportamentos, na prática, não resultam de escolhas individuais e livres. Além disso é preciso não esquecer que fumar não é um hábito, é uma doença, como tal classificada pela Classificação Internacional de Doenças.

Philip Morris 2001 Public Finance Balance of Smoking in the Czech Republic

Jejum faz perder peso

O título desde artigo parece óbvio: jejum faz perder peso. Sempre me pareceu óbvio. Mas a verdade é que toda a gente acredita exactamente no contrário. De facto, desde há 50 anos que se anda a dizer às pessoas com excesso de peso que comer muitas vezes por dia faz perder peso. Finalmente um estudo começa a desmontar esta última ideia. De facto, comer mais vezes por dia está associado a um aumento do peso!

Fotografia por oosp / Flickr

Veja-se que “após 100 dias, os investigadores verificaram que os ratinhos que se alimentaram frequentemente ao longo do dia tiveram um maior aumento de peso, desenvolveram níveis elevados de colesterol e glucose, apresentaram danos no fígado e um menor controlo motor. Por outro lado, os ratinhos que só se alimentaram durante as 8 horas pesavam 28% menos e não apresentaram nenhum efeito adverso, apesar de terem sido alimentados com a mesma dieta. (…) As refeições com restrições de horário, reduzem a produção de gordura, glucose e colesterol.”

Alert: Alimentação: jejum é tão importante quanto o que se ingere
PubMed: Time-Restricted Feeding without Reducing Caloric Intake Prevents Metabolic Diseases in Mice Fed a High-Fat Diet

por Hugo Cadavez Publicado em Saúde Com as etiquetas

Abono de família pré-natal

O abono de família pré-natal é uma prestação atribuída mensalmente à mulher grávida a partir da 13.ª semana de gestação, que visa incentivar a maternidade através da compensação dos encargos acrescidos durante o período de gravidez.

Fotografia por Jackson Latka / Flickr

O abono de família pré-natal é devido a partir do mês seguinte àquele em que se atinge a 13.ª semana de gestação, sendo concedido por 6 meses ou até ao mês do nascimento, inclusive, se o período de gestação for superior a 40 semanas.

Se o período de gravidez for inferior a 40 semanas, o abono de família pré-natal é garantido igualmente por 6 meses, podendo ser acumulado com o abono de família para crianças e jovens devido após o nascimento.

Se ocorrer interrupção da gravidez, o abono de família pré-natal é concedido até ao mês da interrupção da gravidez, devendo esse facto ser comunicado aos serviços da segurança social.

Valores do abono de família pré-natal

Para saber o valor do abono é preciso saber em que escalão está o agregado familiar. E para isso é preciso calcular o rendimento de referência:

– Somam-se os rendimentos anuais de todos os elementos do agregado familiar.
– Somam-se as crianças e jovens do agregado que têm direito ao abono de família, mais os bebés que vão nascer, mais um.
– Divide-se o primeiro valor pelo segundo para encontrar o rendimento de referência.
– Esse rendimento de referência equivale a um escalão (do 1.º ao 4.º).

Escalões do rendimento de referência 2010

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Dieta extrema reverte diabetes tipo 2

Repare-se bem (ver Público), dieta extrema reverte diabetes tipo 2! Não é novidade mas estamos a falar de uma dieta de 600 calorias por dia! É menos de um terço do previsto mesmo para uma pessoa com as menores necessidades energéticas. Perante isto pergunto, até quando vamos manter o mito de que comer pouco, ou mesmo muito pouco, faz mal à saúde?! Até quando?!

A perda de peso média durante as oito semanas foi de 15 kg, dos quais 61% de gordura, para um peso inicial de 104 kg (IMC inicial de 33,6). A HbA1c passou de 7,5% para 6,0% no final das 8 semanas. A glicose em jejum passou de 165 para 106 mg/dL logo no final da primeira semana.

Abstract: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21656330
Artigo completo: http://www.springerlink.com/content/68rmr50h7j024525/fulltext.pdf