Análise à auditoria do Tribunal de Contas sobre PPP

José Gomes Ferreira fala sobre Parcerias Público-Privadas (PPP) ruinosas no Jornal da Noite da SIC de 31 de Maio de 2012. O Tribunal de Contas fala de omissão de informação e 700 milhões de euros a mais.

“Esta é a história de um grande conluio entre alguns políticos, bancos, construtoras, consultoras e grandes gabinetes de advogados! Isto vai pesar durante 25, 30, 40 anos das nossas vidas! A conta que vai cair ainda está a subir e vai atingir por ano 2700/2800 milhões de euros a partir de 2014. (…) É este secretário de estado que atravessa os dois governos de José Sócrates em que há dois ministros (…) e sempre um primeiro-ministro. (…) Já todos percebemos há muito tempo que há aqui indícios de favorecimento de muita gente!”

“Houve aqui um cinismo tão grande na construção destes contratos! Aquele gráfico que vimos com os impactos financeiros daquelas irresponsabilidades levou a que até 2013 (…) a factura não era muito alta, andava relativamente baixa, e a partir de 2013 aquilo dispara! Quem imaginou isto em 2005? Um partido e um governo que pensavam ficar no poder durante duas legislaturas. Acabavam no final de 2012. Isto é de um cinismo e de uma frieza atroz! E ficamos todos, todos comprometidos com uma conta que não podemos pagar! Arrisco dizer aqui que se houver razão para pedirmos um segundo resgate esta vai ser a principal razão! Mas chega ao desplante de a troika vir dizer «se não conseguirem cortar os contratos chamem a opinião pública para pressionar estes senhores! Por amor de Deus! Onde é que estamos?! Nós somos cidadãos! vamos exigir que sejam responsabilizados e vamos exigir que se corte! É um dever de todos nós!”

Anúncios

José Gomes Ferreira no Jornal da Noite

José Gomes Ferreira no Jornal da Noite da SIC:
“O que aí vem é mesmo muito sério. Pode envolver pagamentos que todos os portugueses recebem ao fim do mês.”

“Neste momento em que enfrentamos a verdade ao fim de muitos anos de falta de verdade de quem nos governou, só pergunto: será que o país que agora é chamado a pagar isto tudo, não poderá exigir que se responsabilize quem nos atirou para isto?”
“Pergunto onde é que está o nosso Procurador Geral da República.”

O comentário continua num momento seguinte:

“Quatro meses de governo é que desequilibraram o país? Ou foram seis anos de mentira? Sem partidarismos. Fosse este partido ou outra coligação que lá estivesse. Não nos enganem mais.”
“É impossível, agora, reequilibrar as contas públicas de outra maneira. É lamentável que seja assim. Vamos ter de pagar todos desta maneira mas não há hipótese.”

“A alternativa é daqui a seis meses, ou mais tardar daqui a oito meses, não haver dinheiro para salários para médicos, para polícias, para ninguém.”
“Portanto não vale a pena tentarem enganar-nos e dizer que foi com alguma austeridade dos últimos três meses que se pôs o país neste estado. Já ninguém acredita!”

Pedido de ajuda tardio vai provocar mais desemprego

Vale a pena recordar as palavras de Poul Thomsen do FMI sobre o pedido de ajuda externa: “O adiamento torna as coisas sempre mais custosas. Significa que adiámos a altura para o começo da recuperação e, portanto, o desemprego será temporariamente maior do que tem de ser. Portanto, sem dúvida que teria sido melhor não haver adiamento.”

“Penso que a crise financeira revelou os problemas subjacentes. Os problemas subjacentes não estavam visíveis durante os períodos em que os créditos ainda eram fáceis. Vemos como a economia está vulnerável, vemos como está incomparável e vemos como o elevado nível de despesas do Governo é insustentável.”

O responsável por este adiamento foi o actual primeiro-ministro. Isto significa que ele será o responsável pelo maior desemprego do que o que haveria se o pedido de ajuda externa tivesse sido feito mais cedo. Mais uma vez temos José Sócrates a causar e agravar os problemas que deixou neste país.

Catroga: “Governo de Sócrates devia ir a tribunal”

“As gerações mais jovens deviam pôr este governo em tribunal”. Quem o diz é Eduardo Catroga ao Expresso de hoje, sábado. É com satisfação que vejo que cada vez mais pessoas o afirmam. Já em Novembro de 2010 Aguiar Branco dizia que o primeiro-ministro tinha de ser responsabilizado. Esta semana Alfredo Castanheira Neves, advogado, apresentava ao Ministério Público uma denúncia visando o primeiro-ministro, por eventual administração danosa. Ontem Henrique Raposo, cronista do Expresso, dizia também que “Sócrates endividou o país de forma criminosa”.

É assim com alguma esperança que vejo que Sócrates poderá vir um dia a ser julgado nos tribunais. Já não vai chegar ser julgado nas urnas, até porque, como nos diz Henrique Raposo, a sua estratégia compra votos.

Site com despesas do Estado já está disponível

O site Despesa Pública, criado por um grupo de cidadãos, está novamente disponível em http://despesapublica.com e http://alt01.despesapublica.com.

Por coincidência dei com o ajuste directo “Contratação de Exposição «Gosto de Mulheres»” que custou 330000,00 € e decorreu entre 21 de Março e 24 de Maio de 2009. Um comendador alerta-nos para o facto de esta exposição ter tido como comissária-geral Maria Barroso Soares. E, coincidência das coincidências, foi realizada pela empresa recém criada, na altura, Blue Velvet, que tinha como sócia Annick Burhenne, mulher de João Barroso Soares (filho de Maria Barroso Soares). A empresa foi criada a 09 de Janeiro de 2009 e encerrada a 23 de Novembro de 2010, algo que pode ser confirmado em http://publicacoes.mj.pt/Pesquisa.aspx pesquisando pelo NIF da empresa, 508848270.

Sócrates tem de ser responsabilizado

“O senhor Primeiro-Ministro vai ter de ser responsabilizado por tudo o que fez ou não fez nestes últimos anos”. Quem o diz é Aguiar Branco e concordo totalmente. Aguiar Branco começa por dizer: “É o seu défice, a sua dívida é a sua culpa”. Não posso estar mais de acordo.

Quem não se lembra de ouvir José Sócrates dizer há uns meses: “O nosso défice aumentou porque nós decidimos aumentá-lo“. Pois bem, espero que esta declaração sirva um dia para que seja julgado, quer pelos portugueses quer pela justiça. Espero que tal como na Islândia que vai julgar o ex-primeiro-ministro Geir Haarde acusado do colapso financeiro da Islândia, também um dia o actual Primeiro-Ministro de Portugal seja julgado na justiça e não apenas pelos portugueses.

Condenado à morte diz que é alérgico à injecção letal

A condenação de Darryl Durr está suspensa por causa de uma suposta alergia a uma das substâncias da injecção letal. Por isso, a advogada do queixoso teme que a execução seja demasiado longa, a ponto de ser tornar ilegal.

Kathleen McGarry, advogada do queixoso, afirma que “a lei estabelece que qualquer execução deve ser rápida e indolor”.

Fonte: Expresso

Francês decapitou a mulher virgem

Um homem de 53 anos está a ser julgado em França por ter decapitado a mulher, virgem após 25 anos de relacionamento. Philippe Cousin matou a sua mulher, Nicole, em Abril de 2007, alegando que ela se recusava a ter relações sexuais normais e não queria ter filhos. A virgindade da mulher foi comprovada na autópsia.

Em julgamento, disseram que Cousin seria um homem tímido, prestativo e totalmente submisso à esposa, tida como autoritária e impulsiva. Especialistas psiquiátricos afirmaram durante o julgamento que a decapitação poderia ser explicada como uma maneira de destruir inconscientemente a autoridade representada pela esposa.

Fonte: Jornal de Notícias, BBC Brasil, Folha Online

A experiência de um condenado à pena de morte

Condenado à pena de morte pela alegada morte de um casal norte-americano e depois, num segundo julgamento, absolvido, Joaquin José Martinez vai apresentar o seu testemunho dia 14 de Outubro de 2009, às 17 horas, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

Martinez foi detido pela polícia da Florida em Janeiro de 1996 pelo alegado duplo assassinato do filho do sheriff da cidade de Brandon e sua namorada, três meses antes. O julgamento, com base numa gravação áudio pouco perceptível, em testemunhos de polícias e depoimentos da ex-mulher, noiva e prisioneiros, decorreu em 1997. Por impulso dos pais de Martinez o caso foi amplamente divulgado em Espanha e a nível internacional e gerou-se um movimento de protesto pela sua condenação. Em 2000, o Supremo Tribunal da Florida revigou a condenação à morte e ordenou novo julgamento.

A reanálise das provas, a inclusão de novos dados e mudança de depoimento de diversas testemunhas, no novo julgamento concluído em Junho de 2001, conduziu à absolvição de Martinez. Desde então, o ex-condenado tem-se dedicado à causa da abolição da pena de morte.

A palestra de dia 14 é promovida pela Amnistia Internacional, em colaboração com a European Law Students’ Association (ELSA), pólo da Faculdade de Direito da U.Porto.

Fonte: JC/REIT